the raging suffragette

o tiro no pé

Ainda por perceber, tenho a razão pela qual a pílula é associada com o “movimento de libertação das mulheres”. Dizia-se que, assim, já podiam ter sexo com a mesma liberdade que um homem, sem recear a gravidez.
Mas esta “liberdade” vinha a que preço?

É só de mim, ou tomar um comprimido diário para reter todas as minhas hormonas naturais assemelha-se demasiado a manter uma vaca hormonada para produzir continuamente leite, de uma forma ainda mais distorcida?

E porque é que fomos tão rápidos a inventar uma pílula feminina (logo nos anos 60), mas a masculina está eternamente em investigação?

É só reparar como a partir da utilização generalista da pílula a mulher se tornou ainda mais domesticada.
Dá-se-lhe um comprimido e podemos fodê-la á vontade. Se quisermos ter filhos, tiramos-lhe o comprimido para a engravidar. Assim tão simples, meus caros.

Consequências?
SERÁ que poderão surgir consequências de uma retenção de hormonas durante décadas? Como é que reagirá um corpo que deveria fluir naturalmente, de acordo com os seus ciclos naturais, a interrupções abruptas e medicamentações extremas?
Menopausas brutais e dolorosas. Cancros precoces. Outras complicações de saúde.

A parte mais engraçada disto?
É que quando uma mulher entra na Menopausa, a maior parte dos médicos será rápido no gatilho a propôr a famosa “Terapia Hormonal de Substituição”. Assim, sem mencionar, mais uma vez, as possíveis consequências.

É isso mesmo: passamos anos a tomar um comprimido para não ovular, e depois dão-nos outro para fazer de conta que ainda ovulamos.
Merda para isso.

April 30th 2009

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