No Correio da Manhã, notícia sobre o novo regulamento interno da EB 2,3 José Maria dos Santos, imposto pela Sra. Natividade de Azeredo:
Ao ler esta notícia, imaginei o professor fixado nas cuecas da aluna.
Depois, imaginei o professor a ir ter com a Sra.Natividade e explicar-lhe o seu “incómodo” ao fixar o olhar na roupa interior de quem não devia.
Depois imaginei, o professor e a Natividade a chamarem a aluna ao gabinete, e explicarem-lhe que o professor se sentiu “incomodado” quando reparou nas cuequinhas dela e daí não conseguiu desviar o olhar até ao final da aula e que, por bem da sanidade mental do docente, seria melhor se esta passasse a usar saias compridas e calças largas.
Agora imaginem a Natividade e a Pulquéria (sim, a tal da loja do cidadão) juntas. Feitas dupla que corre o país de Norte a Sul, varrendo escolas e serviços públicos confiscando saias curtas, decotes profundos e roupa interior provocante.
À noite, Pulquéria e Natividade experimentam à vez as peças de roupa confiscadas e castigam-se, uma à outra, com umas valentes palmadas e outras coisas indescritíveis. O tal professor pode ver, mas não tocar.
A sério. Sou a única que imagina estes filmes quando lê notícias destas?
É que a minha conclusão é que o problema não está nas cuecas da rapariga, mas nos olhos do professor. Ao estilo do Islão ortodoxo, toca a tapar as meninas, não vão elas despertar desejos incontroláveis nos professores. Afinal, não sabemos o que é que eles podem fazer quando se sentem “incomodados”.
P.S.-Podem substituir a palavra “incomodado” pela que acharem mais adequada dada a situação.