Esta é uma das imagens da nova campanha da Triumph.
A Helena Coelho aparece em roupa interior com uma tábua de engomar, e chamam-lhe “Rainha do Surf”.
Mais valia terem escrito “começa mas é a passar a ferro, que essa tábua é o mais próximo de uma prancha de surf que vais chegar”.
A sério, ao menos assim apreciava a honestidade, e não me punha a pensar que o que querem dizer é que a mulher está bem é em casa, preferencialmente de cuecas e a executar tarefas domésticas.
Imagino o que muitos homens pensam: “Livra, é boa E ainda me passa a roupa a ferro!”.
Apesar de tudo, entendo que tenha sido uma evolução para a Helena Coelho. Afinal de contas, da última vez que a vi, estava montada numa banana.
Ainda por perceber, tenho a razão pela qual a pílula é associada com o “movimento de libertação das mulheres”. Dizia-se que, assim, já podiam ter sexo com a mesma liberdade que um homem, sem recear a gravidez.
Mas esta “liberdade” vinha a que preço?
É só de mim, ou tomar um comprimido diário para reter todas as minhas hormonas naturais assemelha-se demasiado a manter uma vaca hormonada para produzir continuamente leite, de uma forma ainda mais distorcida?
E porque é que fomos tão rápidos a inventar uma pílula feminina (logo nos anos 60), mas a masculina está eternamente em investigação?
É só reparar como a partir da utilização generalista da pílula a mulher se tornou ainda mais domesticada.
Dá-se-lhe um comprimido e podemos fodê-la á vontade. Se quisermos ter filhos, tiramos-lhe o comprimido para a engravidar. Assim tão simples, meus caros.
Consequências?
SERÁ que poderão surgir consequências de uma retenção de hormonas durante décadas? Como é que reagirá um corpo que deveria fluir naturalmente, de acordo com os seus ciclos naturais, a interrupções abruptas e medicamentações extremas?
Menopausas brutais e dolorosas. Cancros precoces. Outras complicações de saúde.
A parte mais engraçada disto?
É que quando uma mulher entra na Menopausa, a maior parte dos médicos será rápido no gatilho a propôr a famosa “Terapia Hormonal de Substituição”. Assim, sem mencionar, mais uma vez, as possíveis consequências.
É isso mesmo: passamos anos a tomar um comprimido para não ovular, e depois dão-nos outro para fazer de conta que ainda ovulamos.
Merda para isso.
"In sum, women’s liberation has been used in the attempt to sell women on pornography in much the same fashion as it was used to sell women on cigarettes beginning almost a century ago."
Reblogged from the reverse cowgirl.
Volta e meia costumo ler o blog da Rita. Eu gosto da Rita, acho que é uma gaja às direitas.
De profissão, além de outras, tem uma que admiro, que é a de doula. Ela sabe como funciona o corpo de uma mulher. Sabe porque é uma, que o experimenta na sua plenitude, e sabe porque o seu trabalho é o de acompanhar mulheres nas suas gravidezes.
E hoje tocou num tema que acho interessante explorar: a aplicação excessiva e voluntária de cesarianas para realizar partos.
Para mim, que já passei pelo evento de dar à luz, tenho que a cesariana e a indução de partos, quando não aplicadas em casos de claro risco e necessidade, são duas intervenções impingidas por homens.
O parto sempre foi um momento feminino. Na hora de trazer a criança ao mundo, os homens eram expulsos e as mulheres rodeavam a futura mãe para a ajudar no processo.
A parteira, ou a ‘midwife’ em inglês, sempre foi uma mulher, nunca um ‘midhusband’.
O acto de parir é algo que demora 9 meses a tomar forma e, de maneira alguma, é compreensível sem que por ele tenhamos passado.
As mudanças físicas, e psicológicas, são imensuráveis e é nessa altura que percebemos que fazemos parte de algo maior que nós: a Natureza, que foi a que nos deu a capacidade de nos auto-superarmos num acto de transformação único.
E será possível explicar isto a um homem? Não me parece.
Vai daí que, no advento da medicina moderna, no seu desejo de controlo absoluto, tratou de transformar este acto natural, até então interdito ao seu sexo, numa intervenção cirúrgica.
Assim, podia fazer parte. Tinha uma palavra a dizer. Controlava e exercia pressão. Agora, já nem dar à luz ela podia sem ele.
Hoje, muitos obstetras ilustram as futuras mães sobre a conveniência de induzir partos ou marcar cesarianas nos dias que lhe são mais convenientes, como se o nascimento de uma criança fosse algo tão insignificante que pudesse ser marcado na sua agenda, entre a consulta das 11h e o almoço com o amigo .
E elas, mal informadas, pressionadas, assustadas, e acima de tudo inexperientes, acreditam. E marcam. E têm os filhos pela barriga, porque assim “quando acordam o bébé já está vestido ao seu lado”. Ou induzem partos, e incorrem em experiências dolorosas e traumáticas porque não deixaram o seu corpo seguir o caminho que necessitava, naturalmente.
Esta imagem abaixo é de uma ‘invenção’ patenteada de 1965, supostamente para ajudar as ‘mulheres civilizadas’ a darem à luz, pois não teriam um sistema muscular suficientemente forte para o fazerem por si próprias.
Claro. Se segundo a concepção do homem, uma mulher nem tem vagina, a não ser para receber o seu pénis, quanto mais para fazer sair um ser humano?
Olho para a máquina e parece-me um instrumento de tortura medieval.
Pensando bem, dizerem-me que é mais ‘prático’ abrirem-me para retirarem o meu filho também me parece muito medieval.

Para ler, na New Yorker, um artigo sobre a evolução da Obstetrícia.
Para rir, o muito conhecido sketch dos Monty Python que retrata um nascimento no esplendor da Medicina.
Então lá estava eu a ver o programa da Pitonisa Oprah Winfrey e a pensar que verdade indiscutível me vai ela mostrar hoje, quando vejo que caí num programa cujo tema era “Como impedir que o seu marido tenha um caso”.
Um programa inteirinho baseado no livro que o Dr.Neuman escreveu intitulado “The Truth About Cheating”.
Eu não sabia, mas afinal quando os homens têm um caso é porque a mulher falhou na tarefa de o manter satisfeito e controlado.
Para o controlar, devem estar atentas às pistas.
Muita atenção, senhoras, fiquem paranóicas. Se ele não quiser dormir com vocês? Caso. Se ele falar de outra mulher? Caso. Ele tem actividades lúdicas em que você não participa? CASO.
Bem, para jogar pelo seguro, o melhor é plantar-lhe um localizador GPS e um spyware no computador.
Agora, para prevenir, sim, parece que também temos um plano de prevenção à infidelidade par-a-par com prevenção sísmica e fogos florestais, devemos, acima de tudo, mantê-lo estimado e satisfeito, como fazemos com o animal de estimação.
Diz o Dr.Neuman que os homens traem porque precisam de alguém que os valorize. Ou seja, do que precisam é de uma mulher que feche os olhos às incompetências crónicas e monotarefais do sexo masculino, mas numa base diária.
Diz também que devemos perceber que, muitas vezes, para um homem, lavar a loiça ou pôr a roupa a lavar é o equivalente a preliminares sexuais, já que ele está a demonstrar como gosta de nós fazendo algo simpático.
Ou seja, quando ele quiser ir para a cama consigo, irá lavar a loiça a título pontual e a senhora deverá, nesse ponto, ceder ao desejo sexual do seu marido, de modo a mantê-lo satisfeito e evitar uma possível infidelidade.
Não hesite. Trate o seu marido como uma criança, incapaz de participar na mesma medida que você nas obrigações chatas do dia-a-dia, mas a quem pode, de vez em quando, deixar brincar com o pano do pó e a louça suja, para ele se sentir valorizado enquanto a fode, figurativa e literalmente.
Depois de ter acesso a estas dicas geniais, se ele a trair, a culpa é sua.
Obrigada Oprah!